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SAIBA O QUE É PRECISO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO ANTES DE COMPRAR A PRIMEIRA CASA OU O PRIMEIRO APARTAMENTO

Comprar o primeiro imóvel não é uma tarefa simples. Segundo o economista e professor da FGV, Samy Dana, por ser um bem de valor alto, é preciso muito planejamento para que o negócio se torne sustentável para o comprador. É necessário estudar e escolher a melhor opção para a localização, tipo de imóvel (casa ou apartamento), se será novo ou usado, o número de quartos e garagens e a metragem.

Para ajudar na realização do sonho da casa própria, detalhamos abaixo oito dicas dadas por especialistas para quem busca o seu primeiro imóvel. 

Novo ou usado?
Financeiramente, o imóvel usado costuma ser um melhor negócio. “O apartamento novo é sempre mais caro. Lógico que se tem o prazer de morar onde ninguém nunca morou, em um imóvel mais moderno, com condomínio mais barato, mas é mais caro e tem depreciação”, diz Samy Dana.

Quanto menor o valor  financiado, melhor
Nem sempre existe possibilidade de quitar o valor de imóvel à vista. Nestes casos, o financiamento é inevitável. Mas vale um esforço para financiar o menor valor possível. Raspe suas economias, abra mão de alguns bens para tentar dar uma entrada num valor mais alto. Segundo o economista, quanto menor o valor financiado, menor será o pagamento de juros e o prazo de pagamento.

Atenção ao valor da parcela
O valor a ser pago na parcela é um dos itens mais importantes quando se quer comprar um imóvel financiado. “O financiamento dura 30, 35 anos. Isso é mais tempo do que dura a maioria dos casamentos no Brasil. Ter um apartamento é como ter um casamento”. Segundo Dana, o ideal é que a parcela comprometa apenas 20% da renda líquida.

Nessa hora é preciso pensar que a compra do imóvel nem sempre é vantajosa. A compra pode ultrapassar as questões financeiras. É bom pesquisar também o valor de um aluguel. Ter R$ 500 mil investidos na poupança, vale a pena. O juros pode ser maior do que o valor total do aluguel”.

Como escolher a instituição financeira
Para um imóvel de até R$ 500 mil, os juros do financiamento habitacional variam, em média, de 8% a 10% ao ano. “Tem que pesquisar as condições de crédito e tomar cuidado com o que eles chamam de relacionamento com o cliente – para ter uma taxa melhor, o cliente precisa ter ‘fidelização bancária’. Às vezes, para ter uma taxa melhor, o banco te obriga a fechar pacotes, que muitas vezes não valem à pena. Segundo Dana, na maioria dos casos, os bancos públicos possuem as taxas mais vantajosas.

Pesquisa legal do imóvel e do corretor
Consultar um advogado ou uma imobiliária para ver se os documentos estão ok é fundamental. “Pode custar até 2 mil reais, mas é um investimento que vale a pena para evitar dor de cabeça futura”.

Vale a pena usar o FGTS
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é um direito de todo trabalhador com carteira assinada. Mensalmente, o empregador deposita em uma conta o equivalente a 8% do salário bruto do funcionário. Só é possível receber o benefício em algumas situações específicas, como demissão sem justa causa, rescisão do contrato por extinção total ou parcial da empresa, aposentadoria, falecimento do trabalhador, compra de moradia própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional.

Vale a pena usar o FGTS, pois este benefício é exclusivo para que não possui nenhum outro imóvel no nome. É um grande artifício porque este dinheiro está sendo mal investido e está rendendo pouco”.

Olhos atentos 
Na hora de realizar o sonho da casa própria, alguns detalhes importantes não podem ser esquecidos. Analisar a vizinhança, avaliar o acesso ao transporte público, visitar o local durante o dia e durante a noite, para saber se o imóvel é perigoso ou barulhento e conhecer o trânsito local são alguns dos conselhos importantes nesta hora.

FONTE: Época

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