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Como vender um imóvel? Esta é a dúvida que surge quando é hora de trocar a casa ou apartamento. É preciso ter atenção e buscar segurança na hora de negociar o bem que é, provavelmente, o mais importante da família.
Para os especialistas do setor, é mais seguro recorrer a um corretor credenciado no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci- SP), ou a uma imobiliária que venda imóveis de terceiros.
Há uma série de cuidados que devem ser tomados, como ter toda a documentação do imóvel em dia e deixá-lo limpo e apresentável, para que o futuro comprador aprecie o ambiente que está visitando.
O administrador de empresas Wanderley Ruiz conta que vendeu o imóvel em que morava recentemente, depois de mudar para outro maior. “Fiquei em dúvida se alugava ou vendia o apartamento e consultei o corretor, que é de minha confiança”, afirma Ruiz. “A venda foi feita em uma semana.” Ele recomenda que se procure um corretor conhecido. “Quando algum interessado vai ver o imóvel está sempre acompanhada de um corretor, e depois a imobiliária faz um relatório sobre como tudo ocorreu.”
As vendas de terceiros, imóveis que não são da imobiliária, cresceram 20% entre julho e setembro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Lello Empreendimentos Imobiliários.
Segundo a gerente de vendas da Lello, Roseli Hernandes os imóveis usados de dois e três quartos são os mais vendidos. “A faixa de preço destes imóveis é de R$ 80 mil a R$ 150 mil.”
Para Roseli, é preciso avaliar se, tanto quem deseja vender como quem quer comprar, tem capacidade para fazê-lo. Ela explica que é preciso ter toda a documentação do imóvel em dia. Além da escritura, devem ser apresentados comprovantes de pagamento do IPTU, água, luz, condomínio, taxa de lixo, entre outros, que devem ser guardados por cinco anos. “O imóvel deve estar regularizado na Prefeitura, o que pode ser verificado no carnê do IPTU”, diz Roseli. “Com toda a documentação em ordem evita-se polêmica com o futuro comprador e valoriza-se a propriedade.”

Produto
O imóvel à venda é um produto como outro, só que com valor muito maior. Deixá-lo limpo e com janelas abertas para que entrem a claridade e o ar é um bom começo. Quem não gosta de uma casa bem iluminada?
Uma pequena reforma com pintura das paredes é recomendada. Muitos proprietários alegam que não querem gastar, mas se o imóvel não estiver apresentável o futuro comprador pode jogar o preço para baixo, logo de cara.
“Um imóvel com as paredes com marcas de móveis ou o carpete rasgado vai ser vendido, mas esta venda pode demorar mais tempo para ser realizada”, explica o vice-presidente de vendas do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Hélbio Fernandez Mera. Ele explica que é melhor retirar aparelhos como ar condicionado velho ou aparelhos que não funcionam como fax (no caso de imóveis comerciais) do local.
“O produto tem que entrar pelo olho, apresentar a possibilidade de poder ser ocupado assim que o contrato de compra e venda for assinado”, diz Mera. “Mesmo que a pessoa vá reformar depois, no primeiro momento é preciso atender às necessidades do comprador.”
Para o presidente da FGI negócios Imogiliários Feliciano Giachetta, “vender é tão preocupante quanto comprar”. “Também evite colocar diversas placas na frente do imóvel, pois isso atrapalha a venda.”
FONTE: Revista Zap Imóveis