Oito a cada dez famílias brasileiras pretendem comprar a casa própria nos próximos dois anos, o que equivale a 7,9 milhões de pessoas, conforme mostra levantamento do Instituto Data Popular.

Antes de fechar o negócio, no entanto, é fundamental organizar as contas.
“No momento da aquisição de um bem, é importante que o consumidor deixe a emoção de lado e faça um bom planejamento, pois o pagamento do imóvel vai comprometer a renda da família por muitos anos”, alerta Marco Aurélio Luz, presidente da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências.
Veja alguns passos que ajudam no momento da decisão de compra, listados pela AMSPA:
Economize parte do dinheiro. Coloque todas as despesas no papel e, junto com a família, defina quais despesas podem ser cortadas. O dinheiro poupado vai ser fundamental para dar uma boa entrada ao adquirir a casa própria. O ideal é quitar, pelo menos, 30% do valor total do bem na hora de fechar o contrato;
Verifique qual o teto do valor das prestações que você pode pagar. Não comprometa mais do que 30% da renda familiar;
Simule como ficaria o financiamento se fosse feito hoje. Quando for fechar o negócio, peça antes uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação;
Tenha cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento das prestações;
Reserve dinheiro para pagar despesas, que inclui o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano do imóvel, o ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (que gira em torno de 2% sob o valor do imóvel, dependendo do município), o registro da escritura e as certidões emitidas pelo cartório;
Compare as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado;
Fique atento às taxas de juros. Quando for comprar, opte pelos contratos com uma taxa de juros fixa mais a TR –Taxa Referencial, ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE;
Na dúvida, consulte um advogado. A opinião do profissional será essencial para saber se você está em condições de fazer um bom negócio.